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domingo, 22 de maio de 2011
EBOCH: Oficinas
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EBOCH: Escola Bíblica de Obreiros - Chapecó
Abaixo um texto, escrito por Daiana(http://www.soseducadorcristao.com.br/), professora participante do Seminário.
"Frisando a importância de o professor estar alicerçado na Palavra de Deus e não apoiado somente nos seus métodos e recursos, no decorrer das oficinas, a Professora Angela Cristina Hammann citou dois versículos e os parafraseou:
- Igreja é lugar de estudar a Bíblia. Aproveite o pouco tempo que passa com seus alunos para este fim.
- Temos de ser educadores em tempo integral, ser exemplo em todo tempo, não somente no dia ou no momento em que vamos ministrar a aula.
- Temos que estar dispostos a aprender novos métodos, a usar novos recursos, como Deus irá nos ensinar se estamos sempre dizendo: "não sei fazer..."?
- É nosso papel despertar o aluno para pensar, não dar tudo pronto, por exemplo ao falar sobre os sete dias da criação, despertar a atenção da criança para o número sete, para pesquisar na bíblia outras referências a este número...
- Usar didática (letras, números...). O que a criança aprende na escola pode aprender na igreja também. Ex: o nome de um personagem que começa com a letra "S", cite o nome de "3" discípulos...
-Usar recursos após a contação da história e aplicação da lição para desenvolver a oralidade das crianças. Ex.: as crianças irão encenar a história que o educador acabou de contar.
- Sentar e ler a Bíblia para as crianças. A criança só vai se despertar para a leitura quando a leitura for apresentada a ela. A criança precisa familiarizar-se com a linguagem bíblica para tomar gosto.
- Deus nos permite crescer nEle através do contato com as crianças."
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Didática na Educação Infantil
Categoria: Educação Infantil
Modalidade: Materiais e/ou Jogos Didáticos
Expositores: Alunos Ed. Infantil
Professor Orientador: Angela Cristina Hammann
A MATEMÁTICA DO PATINHO FEIO
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Dia do professor

Para aquele que ensina,
votos de aprendizados significativos.
Para aquele que educa
a certeza de que no ato de educar,
não apenas ensina, mas também aprende ao ensinar.
Para aquele que ministra,
celebrações de paz e de afeto.
Para aquele que semeia, a benção divina
de ver das sementes, o fruto surgir.
Para aquele que aponta o caminho,
a alegria deste, daquele, de muitos,...
que na caminhada puderam seguir.
Para aquele que ensina, educa, ministra, semeia, aponta...
palavras de vida... do Mestre dos mestres,
que viveu de tal modo que eternizou educação.
Angela Cristina Hammann
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Didática, Professor! Didática!
- Ele fala muito, mas não entendo o que aquele professor quer dizer!
Afirmações como estas, são contínuas em salas de aula, especialmente de jovens e adultos. O que exatamente é esta Didática a que se referem os participantes da comunidade escolar sejam alunos ou professores?
O primeiro pensador educacional que destacou a importância da Didática em sala de aula foi Jan Amos Komenský (1592 – 1670), pastor de uma Igreja Cristã da Fraternidade dos Hussitas (posteriormente denominada dos Irmãos Morávios).
Sua contribuição está fundamentada nas próprias experiências que teve como aluno, nas observações acerca do aprender e ensinar nas escolas da comunidade que vivia e no estudo da Bíblia Sagrada. Sua vasta produção pedagógica é reunida e publicada em 1657, numa obra identificada como Didática Magna, onde apresenta princípios educacionais. Para Komenský a finalidade da educação é conduzir o homem à felicidade eterna com Deus, pois todos merecem a sabedoria, a moralidade e a religião. Afirma ainda que o homem deve ser educado de acordo com o seu desenvolvimento natural, de acordo com suas características de idade e capacidade para o conhecimento (proposta de escola da infância e escola maternal). Destaca também que a educação não deve ser cansativa, mas facílima e que tudo deve ser ensinado tendo em vista a sua aplicabilidade prática (metodologia de Cristo).
A obra educacional proposta por Komenský faz-nos refletir e investigar os métodos e técnicas de ensino destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. Na função didática, o método orienta o professor no caminho em busca do seu propósito e a técnica é a forma prática para se chegar a este resultado.
Para definirem-se métodos e técnicas, é importante que o professor considere as características dos educandos; as características do saber e a natureza dos objetivos (conhecimentos, aptidões, atitudes). Porém este papel de investigador da educação não é somente do professor, como também de toda a comunidade escolar. Para Paulo Freire (1979) para se ter uma educação libertadora e acima de tudo uma educação conscientizadora, é necessário que tanto o professor quanto o aluno estejam envolvidos no conhecimento da realidade e em torno do mesmo objeto, para poderem intervir sobre ele e buscar transformar a realidade.
Portanto, desafios do ato de educar são contínuos e esta relação dialética, entre professores e alunos, é ampliada na medida em que, ambos se façam sujeitos do processo de construção da própria história.
Texto de Angela Cristina Hammann
segunda-feira, 1 de junho de 2009
ESTOU PENSANDO EM ENSINAR. E AGORA?
São múltiplos os questionamentos, escolhas e desafios para quem inicia na arte de educar pessoas. As Escrituras auxiliam-nos a entender sobre o que é ensinar e o que pode representar na vida do educador.
No Antigo Testamento, onze palavras hebraicas diferentes são traduzidas por “ensinar” ou “instruir”. A principal palavra é “lamath” e conforme a sua referência é traduzida como ensinar ou aprender. Para tanto, ensinar significa “estimular o aluno a ser capaz de imitar ou de aplicar na vida prática o que ele acaba de saber”. Como por exemplo, em Deuteronômio 5:1 e Salmo 32:8.
No Novo Testamento, a principal palavra para ensinar é “didasko”. Traduzida também como “ensino”, “doutrina”, “professor”, “mestre”. Enfatiza o aprendizado através da experiência e do envolvimento. Como por exemplo, em Efésios 4:21, Colossenses 1:28, 3:16 e II Timóteo 2:2.
Diante disto, pode-se afirmar que, ensinar é ajudar outrem a entender, aprender, absorver algo que não havia apreendido ou compreendido, visando uma mudança no pensamento, no sentimento e na ação.
Alguns conceitos educacionais são descritos por Sam Doherty, como princípios fundamentais do ato de ensinar. Destacam-se alguns pontos fundamentais:
*Princípio da Dedicação: Determina QUEM deve ensinar (Dt 4:9). O ensino eficiente exige dedicação (santificação, consagração, separação) a Deus por parte do educador.
*Princípio da Motivação: Enfatiza o PORQUÊ de ensinar (Dn 12:3). O ensino eficiente exige que o educador esteja motivado para seu ministério.
*Princípio da Definição: Exemplifica O QUE o ensino é. O ensino eficiente depende de uma compreensão clara do que o ensino é e representa. (Sl 32:8 - Ef 4:21)
*Princípio da Iluminação: Indica COMO nosso ensino deve ser eficiente. O ensino depende da iluminação do aluno por parte do Espírito Santo (Jo 16:8 – I Co 2:13).
*Princípio do Bom Fundamento: Mostra ONDE encontramos a mensagem que ensinamos. O ensino eficiente está fundamentado na Bíblia, a Palavra de Deus. (II Tm 3:16 – II Pe 1:21)
*Princípio da Intercessão: Lembra da responsabilidade de vivenciar o ensino na oração. (Tg 5:16 – Lc 11:9-10)
Que estes conceitos referentes às verdades do ato de ensinar, possam encontrar guarida no coração de educadores que se dedicam ao ministério de educar pessoas para o Reino de Deus.
domingo, 3 de maio de 2009
Mulheres de fé
Foto: By Glê• A família é a base da sociedade e representa uma das áreas que mais precisa de atenção e cuidado. A presença de Cristo deve ser cultivada na vida de todos os membros e isto demanda responsabilidade e educação. A Bíblia está repleta de histórias de mulheres que souberam educar seus filhos no conhecimento e reverência da Palavra de Deus (Ana – I Sm 1:11); (Joquebede – Ex 2:9); (Eunice – II Tm 1:5).
• A igreja é uma instituição organizada por ministérios e serviços, onde a mulher cristã pode desempenhar suas habilidades e dons para o crescimento do reino de Deus. Alguns destes ministérios destacam-se por sua importância social, como a hospitalidade, a beneficência, o aconselhamento, a evangelização e a oração. A Bíblia menciona ainda, histórias de trabalho e auxílio, especialmente no início da igreja (Rm 16) e o exemplo destas mulheres tem fundamentado muitas ações na igreja da atualidade.
Na história da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Brasil, um trabalho de oração, denominado “Círculo de Oração” tem sido um marco de mudanças e transformações. Este trabalho foi fundado por Albertina Bezerra Barreto, no dia seis de março de 1942, no bairro da casa amarela, em Recife. O propósito inicial era fazer um trabalho de oração buscando a cura da filha, porém o trabalho passou a ser conhecido cada dia mais e a cada semana aumentava o número de pessoas na congregação, ampliando-se de tal forma, que hoje este projeto é conhecido praticamente em todas as igrejas evangélicas. Os propósitos de oração, de apelo em favor dos necessitados, aflitos, lideranças, missionários e lares ainda continuam, e a fidelidade destas mulheres de fé tem-se traduzido em muitos milagres, curas e confiança do Deus que tudo pode.
• Na sociedade pós-moderna, as escolhas das prioridades e a administração do tempo é o que marca uma vida bem sucedida. Ao papel de mãe e esposa são adicionadas outras funções, como o de amiga, filha e profissional. Esta nova condição não é necessariamente boa nem ruim, pois vai depender de como a mulher encara a possibilidade de trabalhar como uma liberdade adquirida, compreendendo que liberdade requer escolha, e escolhas requerem perdas. Isto indica que o ajustamento de funções é estritamente necessário. A Bíblia menciona Dorcas, que continuamente praticava ações de bondade e caridade (At 9: 36-39) e certamente era uma profissional competente e fiel, sendo assim registrada sua história.
É nesta sociedade em mutação que encontramos a mulher cristã. Sendo uma seguidora da verdadeira Palavra, é imprescindível que Cristo esteja em primeiro lugar (Mt 6.33). Se esta relação (DEUS X Mulher) for prioridade, todas as outras coisas se adaptarão e se desenvolverão com sabedoria e graça.
Texto de Angela Cristina Hammann
domingo, 5 de abril de 2009
Pescando Adolescentes!

terça-feira, 3 de março de 2009
Educação de Jovens
Atualmente torna-se imprescindível discorrer sobre a temática da educação de jovens. Nas instituições educacionais e religiosas, a complexidade do tema se torna ainda maior, visto o agrupamento de jovens de variadas faixas etárias e a dificuldade em coordenar e liderar atividades múltiplas para o grupo atuante. Afinal, o que é ser jovem? Quem pode ser considerado jovem? Como liderar um grupo de jovens?
Entre muitos estudos, teses e estatutos, é propício enfatizar o conceito de juventude. Ser jovem está na moda e todos querem ser jovens. Surgem os adultos de aspecto juvenil, as plásticas e a moda jovem. Ser jovem, segundo o poeta Samuel Ullman, não apenas é uma fase da vida, é um estado de espírito. Porém, para o pesquisador Luiz Antonio Groppo, ser jovem é construir uma identidade e conquistar a individualidade.
Basicamente a juventude é entendida como uma construção histórica e cultural, sendo uma construção transitória. Cada grupo social, econômico e cultural, significa esta fase, destacando diferentes marcas e conceitos. Segundo o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente – Art. 2º - considera-se criança a pessoa até doze anos de idade e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Conseqüentemente, considera-se jovem a pessoa maior de dezoito anos. Porém, a infância, a juventude e a velhice, são categorias imprecisas e com limites confusos. O que pode se afirmar é que o desenvolvimento do ser humano é gradativo, num processo de adaptação e integração contínua na sociedade.
Mas a grande indagação é como liderar jovens e como trabalhar as multifaces juvenis nas instituições. Nas instituições educacionais o diferencial encontra-se nas atividades extracurriculares. Estas caracterizam-se como sendo as disciplinas e projetos que não fazem parte do currículo (Línguas Estrangeiras, Música, Teatro...). Nas instituições religiosas as possibilidades de atuação educacional estão essencialmente na ação do líder. O líder é a pessoa que estabelece os objetivos com motivação transformadora. É importante que o líder no momento em que estabelece estes objetivos, caracterize o grupo com que está trabalhando (faixa etária, comportamento, dificuldades, interesses, necessidades), pois isto determinará as ações educacionais. Os objetivos podem ser de acordo com grupos de interesses ou ministérios (música, missões, teatro...) ou então relacionados às necessidades sociais e espirituais do grupo e da sociedade, tais como: objetivos de integração do grupo (retiros, acampamentos, acantonamento...), objetivos de evangelização (com estratégias diversificadas em diferentes ambientes e locais), objetivos de assistencialismo (projetos em asilos, orfanatos, presídios, hospitais...), objetivos educacionais (EBD, discipulado, e outros que envolvem temáticas relativas ao cotidiano juvenil). A partir de então, definido os objetivos, torna-se necessário criar ações criativas que motivem o jovem a participar, com seus dons e talentos, no crescimento do Reino de Deus.
A educação de jovens nunca é tardia, porque todo tempo é tempo de plantio e colheita. O exemplo de educação e liderança é a pessoa de Jesus Cristo, que com um grupo de jovens mentes, com personalidades e formações diferentes, transformou o mundo através do amor.
Texto de Angela Cristina Hammann
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A leitura da Palavra
Como leitor, o ser humano constrói-se como agente de sua própria história. Para isto, a leitura de mundo, de tudo aquilo que Deus criou (Sl 19), é essencial para o desenvolvimento da sua fé. Com o auxílio do Espírito Santo, a leitura torna-se viva, ampliando a visão do leitor.
Para o cristão, é importantíssimo conhecer o registro da palavra da verdade, que é a palavra de Deus, a Bíblia. Ela é um livro especial que traz os princípios da fé do povo de Deus através dos tempos. A manifestação divina mostra-se ativa no desenvolvimento do ser humano e esta interação, do ser com o Divino, através da leitura de mundo e da leitura da palavra, resultará na construção de atitudes significativas para a vida cristã.
O hábito da leitura exige esforço e reflexão, mas não deixa de ser fonte de prazer, visto que o que prevalece é a troca de idéias entre o autor e o leitor (Nm 8.1-8). O registro da palavra de Deus nos oferece exemplos da importância do ato de ler. Crianças judias, desde a tenra infância, eram levadas a amar a palavra (Pv 4.1-10). Quando adolescente (Lc 2.42-51), Jesus mostrava capacidade não só para citar passagens bíblicas, como depois de adulto ainda citá-las com extrema rapidez (Lc 4.16-17). Paulo de Tarso, mesmo idoso e encarcerado (II Tm 4.13), não se esquecia de suas leituras, deixando-nos um exemplo de determinação e coragem.
Formar leitores assíduos e interessados é o grande desafio de todo educador de EBD e de Escola Teológica, visto que o incentivo à leitura é o caminho para fixar no coração do ser humano as verdades acerca da fé e da fidelidade. Para alcançar seus objetivos, deverá adotar metodologias específicas para cada departamento da igreja ou faixa etária.
Primeiramente, é importante, que o educador ame a leitura e seja um ávido leitor, por que somente assim, terá condições práticas para estimular a leitura. Posteriormente, poderá utilizar recursos como contação ou narração de histórias para grupos de crianças (fantoches, flanelógrafo, maquete, dobradura, dramatização,...). Para grupos de adolescentes e jovens, o educador poderá utilizar leitura compartilhada, procurando relacionar com o contexto do educando, como também troca-troca de livros, onde todos poderão participar de acordo com as suas preferências. Para grupos de adultos ou Escola Teológica, o educador poderá formar um bate-papo entre leitores, onde a sua função será de estimular a interação do leitor com o escrito, chamando a atenção para elementos não percebidos no texto, desencadeando assim o ato interpretativo.
Logo, formar leitores, não é simplesmente decodificar símbolos e manipular palavras, é antes de tudo, estimular a ler o mundo e através das interações de leitura conhecer a Deus. Esta interação despertará novos ideais, trará contentamento e o desenvolvimento espiritual do ser humano, porquanto a sabedoria entrará no coração e o conhecimento será agradável à alma (Pv 2.10).
Boas Leituras!!
Texto de Angela Cristina Hammann
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
E Deus chamou-nos ao ministério de Evangelizar e Discipular

Quando Jesus disse aos discípulos para ir por todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura (Mc 16:15), estava dando-lhes uma ordem que implicaria numa revolução em seus estilos de vida. Para tanto, todo aquele que aceitar o ministério de evangelizar e discipular pessoas (sejam crianças, adolescentes, jovens e adultos), deve estar ciente da responsabilidade de ter uma vida de obediência e estudo da Palavra de Deus, como também, convicção de sua experiência com Cristo. Para isso necessita:
Pés firmados na realidade para ler e estudar a Palavra de Deus, pois toda Escritura é inspirada e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver (II Tm 3:16).
Olhos abertos para conhecer a Deus através da dinâmica da vida espiritual (oração, jejum, leitura bíblica, comunhão, adoração e testemunho) e ter uma visão ampla da obra de Deus.Ouvidos atentos para ouvir e obedecer a Palavra (Rm 6:17) e frutificar em toda boa obra (Cl 1:10).
Coração para amar a Deus de todo coração e dedicar-se ao ministério de evangelizar e discipular com delicadeza e respeito (Mc 12:33).
Boca para anunciar as doutrinas cristãs com ousadia e determinação (Mc 16:15).
Cabeça para planejar as estratégias e os objetivos de evangelização e discipulado, de modo que, influenciará as pessoas a ponto de provocar, com base na Palavra de Deus, mudanças em seus comportamentos.
Joelhos dobrados em oração, para ser um instrumento escolhido (Jo 15:16) preparado (Ef 4:11) e enviado (Mc 16:15; I Pe 2:9).
Portanto, o ministério daquele que evangeliza e discipula, permanece e rende frutos, à medida que este ensina as doutrinas cristãs, com a ação e o auxílio do Espírito Santo, gerando deste modo, crescimento espiritual e expansão do Reino de Deus.
Texto de Angela Cristina Hammann
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
PLANEJANDO AÇÕES EDUCATIVAS

Para aquele que lidera um departamento na igreja ou uma classe de alunos, a melhor coisa a fazer no início de ano é observar criteriosamente e com criticidade todas as ações construídas e concretizadas no ano anterior. Este observar, para o educador Paulo Freire, é reconhecer o mundo do educando, ou seja, ler a situação vivencial do grupo e/ou classe em questão, para então planejar o ato pedagógico. Diante disso, planejar requer reflexão, organização e sistematização, a fim de assegurar a unidade dos elementos do processo educativo, que se compõem nos objetivos (para que ensinar), nos conteúdos (o que ensinar), nos educandos e suas possibilidades (a quem ensinar), nos métodos e técnicas (como ensinar) e na avaliação.
Geralmente para liderar departamentos propõe-se que o líder/educador convide uma equipe dinâmica e comprometida com as propostas da área escolhida. Para isto, deve proporcionar informação e treinamento de habilidades básicas, abrir espaço para compartilhar saberes e práticas, deixar constantemente as expectativas definidas e transparentes e dar ênfase à presença de Deus. Graig Jutila em seu livro “Princípios Fundamentais para Líderes de Ministério Infantil”, especifica quatro áreas relacionadas a uma liderança eficaz que são: Paixão, Atitude, Trabalho em Equipe e Honra. Paixão pelo que está sendo proposto, pelo ministério, pela vida (Cl 3.23). Atitude de apoio e encorajamento, pois isto determinará o sucesso ou o fracasso das ações construídas no grupo (Fp 4.4). Trabalho em Equipe, porque grupos têm um potencial criativo maior do que indivíduos (Ec 4. 9-12). E Honra em servir, visto que dar valor, prezar e respeitar as pessoas são preceitos vivenciados por Cristo (Rm 12.10).
Para liderar uma classe de alunos, o líder/educador deve também estar ciente da faixa etária dos educandos e suas características enquanto grupo. Com base nas informações observadas, refletirá e planejará o Plano de Curso (que é a sistematização das propostas de trabalho que serão desenvolvidas durante o ano letivo, podendo ser bimestral, semestral ou anual); os Projetos de Trabalho (que é uma concepção de se trabalhar a partir de pesquisa, geralmente sobre algo emergente); e os Planos de Aula (que determinam o que fazer no cotidiano da sala de aula).
Desenvolver lideranças e ministérios bem-sucedidos e planejar ações educativas são o grande desafio da igreja contemporânea. Que neste início de ano, enquanto líderes/educadores possamos refletir sobre nossa prática cotidiana, avaliar o que se passou e projetar nossos sonhos e projetos para o crescimento do Reino de Deus.