quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Férias com as crianças - 101 atividades

                                               Foto: Fátima Bernardes, apresentadora e mãe de trigêmeos pré-adolescentes, dá sugestões de atividades e brincadeiras para as férias

 
Veja as sugestões de atividades e planeje as férias das crianças
Chegaram as férias, e crianças e adolescentes estão em casa em tempo integral. Tudo o que você quer é manter essa galerinha ocupada e se divertindo. Mas como aproveitar o tempo de um jeito gostoso e sem gastar muito? Nossa proposta é ensinar aos pequenos e aos nem tão pequenos brincadeiras que exijam apenas materiais simples ou improvisados, mas que animem o dia e façam o tempo passar depressa.
Além de animar as férias, as brincadeiras aproximam pais e filhos, fortalecendo a cumplicidade. A psicopedagoga Márcia Zebini, de São Paulo, alerta para a importância de tirar os filhos da frente da televisão, do videogame ou do computador: "Os jogos eletrônicos são muito rápidos, solicitam a concentração num nível quase hipnótico. Por isso, enquanto está jogando, a criança não consegue se envolver com mais nada e acaba se isolando". Veja nossa lista e comece a curtir as férias em família!

Pra começar, confira as cinco dicas da Fátima Bernardes:
 
1) Tarde com amigos
"Vira uma grande festa em casa e, como seus filhos se distraem, você ganha algum tempo para si - o que também é importante."
2) Livros
"Acho interessante estipular a hora da leitura. Cada um escolhe um conto ou uma poesia para ler para os outros."
3) Lugares diferentes
"Qualquer passeio pode ser divertido, depende da maneira como você faz. Ir à feira livre vira uma farra se você mostrar aos seus filhos por que isso pode ser muito legal."
4) Culinária
"Você escolhe uma receita simples e todos ajudam a cozinhar. O tempo passa rapidinho."
5) Brincar de aniversário
Veja sugestões de brincadeiras ao ar livre:
6) Cabo de guerra
Cada equipe pega uma extremidade de uma corda para puxar. Ganha o time que fizer o outro cruzar a linha imaginária riscada no chão.
7) Amarelinha
Basta giz para desenhar o caminho de 1 a 10, uma pedrinha e energia para pular com um pé só!
8) Elefantinho colorido
Um participante diz "Elefantinho colorido!". Os outros respondem "Que cor?". Ele fala a cor, e os outros correm para tocar em algo daquele tom antes que o "elefantinho" consiga capturá-los.
9) Queimada
Demarque um campo e defina duas equipes. O objetivo é atingir com a bola os jogadores adversários.
10) Caça ao tesouro
Esconda um prêmio (saco de balas, por exemplo) e espalhe bilhetinhos com charadas que, respondidas, levam a outra pista. E assim por diante, até o tesouro.
11) Esconde-esconde
Um clássico que rende horas de diversão!
12) Mãe da rua
Exige agilidade! Uma criança (a mãe da rua) fica entre dois riscos, distantes 5 metros, e as equipes ficam atrás das linhas. Quem for pego ao cruzar a "rua" é eliminado. Ganha o time que atravessar mais participantes.
13) Corrida de saco
As crianças têm de correr pulando dentro de um saco de batatas vazio. Haja equilíbrio!
14) Pega-pega
Um jogador tenta pegar os demais. Quem for alcançado passa a ser quem corre atrás.
15) Pique-pega
Semelhante ao pega--pega, mas, enquanto fogem, os jogadores podem tocar no pique (árvore ou poste). Ali, não podem ser pegos!
16) Serpente
Outra variação do pega-pega, em que cada jogador que é pego dá a mão ao pegador. Juntos, passam a tentar pegar os outros.
17) Corrida do ovo
Um desafio à coordenação! Cada competidor segura com a boca uma colher com ovo. E tem de vencer a corrida sem deixar cair!
18) Cabra-cega
De olhos vendados, uma criança tenta pegar os demais. Quem for pego vira a cabra-cega.
19) Morto-vivo
Alguém dá as ordens: com "Morto!", todos se agacham, com "Vivo!", todos ficam de pé. Dificulte falando rapidamente!
20) Pula-sela
As crianças adoram, mas cuidado para ninguém se machucar! Os participantes ficam agachados em sequência. Quem estiver na ponta salta sobre os demais, apoiando as mãos nas costas dos amigos.
21) Pular corda
Dois participantes batem a corda enquanto outros pulam. Quem errar tem de girar a corda. Varie a velocidade.
22) Pular corda sozinho
A criança pode inventar várias formas de pular corda: para a frente, para trás, cruzado... Se forem duas ou mais crianças, podem disputar quem pula mais tempo.
23) Pega-rabo
Cada equipe é identificada por uma cor de fita, presa à calça dos integrantes, como um rabo. As crianças têm três minutos para arrancar os rabos dos adversários. Quem ficar sem fita é eliminado. Vence o time que juntar mais rabos.
24) Peteca
Em círculo, os participantes jogam a peteca um para o outro, batendo na base dela. Quem deixar cair é eliminado.
25) Vôlei de roda
Não tem peteca? Pegue uma bola para brincar de vôlei. Não vale deixar a bola cair!
26) Duro ou mole
Uma criança corre atrás das outras. Quando tocar em alguém, diz "Duro!" e o jogador deve ficar parado. Ele só pode voltar a correr se outro encostar nele e gritar "Mole!".
27) Bolinhas de sabão
Quer coisa mais simples e gostosa? Num copinho, misture água e detergente. Corte a parte de cima de algum potinho de plástico redondo (como o de iogurte), cole uma vareta e pronto: basta pôr o anel na água com sabão e soprar...
Confira as sugestões para o fim de semana:
 
28) Piquenique
Monte uma cesta caprichada com lanchinhos gostosos e saudáveis e convide toda a família para ir ao parque.
29) Bicicleta
Essa é boa para queimar calorias! Se não tiver bicicleta, peça emprestado ou alugue (alguns parques têm essa opção).
30) Patins e skate
As crianças ganharam no Natal e quase não usam? A hora é agora!
31) Dia de turista
Que tal conhecer os monumentos da sua cidade? Ou um parque novo? Rende ótimas fotos de família!
32) Pipa, papagaio ou raia
Pode ser divertido montar em vez de comprar - veja um modelo feito com jornal no link http://abr.io/2KC5. Nunca use cerol, é perigoso!
33) Acampamento
Que tal juntar todos na sala para dormir? A mudança de rotina já vira a brincadeira. Espalhe os colchões e os cobertores!
34) Cineminha
 
Dentro de casa também é possível se divertir:
 
36) O mestre mandou
Um jogador dá uma ordem, que deve ser cumprida rapidamente. É pura adrenalina!
37) Boliche
Arrume três fileiras de quatro garrafas PET vazias. Com uma bolinha, os competidores tentam derrubar o maior número de garrafas.
38) Duelo de mãos
Um jogador põe as mãos com as palmas para cima. Outro deixa as mãos em cima, viradas para baixo. O primeiro tenta bater nas costas das mãos do outro, que tem de tirá-las.
39) Continue o desenho
Numa roda, uma criança faz um traço e passa o papel adiante. Após todos desenharem, a criança adivinha o que seu rabisco virou.
40) Brinquedos de sucata
Dá para fazer mágica com garrafas PET, rolinhos de papel higiênico, cola e tesoura!
41) Teatrinho
A garotada interpreta contos de fadas ou cria histórias.
42) Dobraduras
Papéis velhos e tesoura garantem a diversão! O link http://abr.io/2KCx traz boas ideias.
43) Historinha
Vale ler ou dar um livro e pedir que as crianças contem uma história a partir das figuras.
44) Complete a história
Uma criança começa uma história, que deve ser complementada pelos coleguinhas.
45) Jogo das rimas
Parece com esse acima, mas as frases devem rimar.
46) Forca
Tem de adivinhar a palavra letra por letra. A cada erro, um pedaço do boneco é desenhado na forca.
47) Trava-língua
Tente pronunciar frases com palavras de sons parecidos. Desafios em http://abr.io/2KEL
48) Labirinto
Cada participante deve desenhar um longo labirinto. Os demais têm de achar o caminho.
49) Telefone sem fio
Um jogador fala rapidamente no ouvido de outro uma frase, que é dita ao seguinte. O último diz a frase em voz alta. Rende boas risadas!
50) Jogo da velha
Vence quem fizer uma linha vertical, horizontal ou diagonal com três símbolos iguais.
51) Piadas
Ponha todo mundo para rir numa competição de piadas!
52) Sequência
Um participante faz um gesto. O seguinte repete e acrescenta um. O outro repete e põe mais um, e assim por diante. Errou, é eliminado.
53) Palitos
Cada pessoa recebe três palitos. Então, cada um mostra a mão fechada, com palitos dentro. Todos apostam o total de palitos. Sai quem errar.
54) O que é o que é
Os pequenos adoram brincar de adivinhações! Veja algumas opções em http://abr.io/2L8Y
55) Massinha
É uma delícia modelar formas diversas!
Veja sugestões de atividades com música:
56) Estátua
O líder põe uma música, e os demais dançam. Quando o líder grita "Estátua!" e abaixa o som, todos devem ficar imóveis. Vence quem ficar como estátua por mais tempo.
57) Dança da laranja
As duplas dançam equilibrando uma laranja entre as cabeças. O par que deixar cair a fruta é eliminado.
58) Dança das cadeiras
Os participantes andam ao redor de um círculo de cadeiras em quantidade inferior ao número de pessoas. Quando a música parar, todos devem se sentar. Quem ficar sem cadeira é eliminado.
59) Qual é a música?
Alguém tem de assobiar ou batucar o trecho de uma música, e os outros precisam adivinhar qual é.
60) Bandinha
Ponha o som da banda preferida das crianças. Elas devem imitá-la com objetos da casa. Almofadas podem virar uma bateria, a vassoura, a guitarra, e o controle remoto, o microfone! É show!
61) Banda de sucata
O legal é produzir os instrumentos. Faça chocalhos com garrafas PET cheias de grãos de feijão ou milho, cornetas com o rolo de papelão do papel higiênico... Use a imaginação!
Aproveite os jogos que tem em casa:
62) Baralho
As cartas rendem inúmeros jogos, como buraco, paciência, mau mau...
63) Damas
Se não tiver o jogo, desenhe um tabuleiro (um quadrado com oito quadrados para cada lado pintados de forma alternada). E use grãos de feijão no lugar das peças. Veja as regras no link http://abr.io/2KTb
64) Dominó
O jogo trabalha conceitos de matemática e estratégia. E toda a família pode jogar. Não se lembra das regras? Dê uma olhadinha neste link: http://abr.io/2KtF
65) Quebra-cabeça
Quanto mais peças, maior o desafio. O bacana é montá-lo em uma base rígida para depois enquadrar!
66) Cante a música
Uma pessoa sugere uma palavra e as demais têm de lembrar uma música com ela.
67) Gato mia
Num quarto escuro, alguns se escondem e outro, de olhos fechados, deve tocar em uma pessoa que, se tocada, tem de miar. Se a criança acertar quem miou, a outra sai da sala. Tire objetos que quebrem ou causem quedas!
68) Adivinha quem é
Uma pessoa pensa em alguém famoso, e as outras tentam adivinhar. Quem pensou só pode responder "Sim" ou "Não".
69) Colagem
Reúna revistas, retalhos, cola e tesoura e deixe a meninada criar. Aí, faça uma exposição!
70) Ligue os pontos
Os pequenos devem cobrir o pontilhado preparado por você. A brincadeira desenvolve a coordenação motora fina.
71) Jogo da memória
Faça o jogo! Com cartolina, as crianças devem criar pares de imagens iguais. Aí, é só embaralhar, pôr de cabeça para baixo e adivinhar onde estão as duplas.
72) Carimbos com batata
Um adulto corta uma batata ao meio e cria figuras em relevo. Os pequenos molham a batata na tinta e enfeitam os papéis.
73) Teatro de fantoches
As crianças menores tembém têm vez! Use bonecos de pano para contar historinhas e divertir os pequenos com vozes engraçadas.
74) Em que mão está?
Esconda um objeto em uma das mãos e peça para a criança adivinhar em qual mão está.
75) Qual o nome?
Aponte para partes do corpo da criança e pergunte o nome. Se a criança não souber falar, encoste na parte do corpo e diga como se chama.
76) Jogo das sombras
No escuro, vire o abajur para a parede e faça com as mãos figuras cujas sombras lembrem animais. Veja em http://abr.io/2KUy
77) Cirandinha
De mãos dadas, o grupo gira cantando a música Ciranda, Cirandinha. A brincadeira trabalha o ritmo e a sociabilidade.
78) Se você fosse...
Pergunte "Se você fosse um bicho, qual seria?" A criança deve responder explicando sua escolha ou imitando o animal escolhido.
79) Colorir
Use o que tiver em casa. Vale lápis colorido, giz de cera, guache e algumas folhas de papel!
80) Par ou ímpar
Entre os pequenos, a brincadeira tão famosa e simples estimula o raciocínio lógico.
81) Dois ou um, ou Zerinho ou um
Esta versão do par ou ímpar é usada quando há mais de dois participantes. Sai da brincadeira quem colocar o número diferente do da maioria.
Dicas para os meninos:
82) Jogo de futebol improvisado
A dica é boa para dias chuvosos. Faça uma bola com um par de meias e deixe as crianças brincarem à vontade. Tire do local vasos e objetos que possam quebrar.
83) Corrida de carrinhos
Junte todos os carrinhos que tiverem em casa e monte uma "pista" de corrida. Pode ser o corredor da casa. Cada participante deve empurrar seu carrinho e ver aonde chega!
84) Pequenos cientistas
A criançada vai adorar essa brincadeira. Pegue um pente de plástico e um pano de flanela e pique uma folha de sulfite. Aí, é só esfregar o pente na flanela e aproximar dos pedaços de papel (que grudam no pente) ou do cabelo (que levanta todo!).
Dicas para as meninas:
85) Chá da tarde
Qual é a menina que não gosta de brincar com xícaras, pratinhos, panelinhas?
86) Cozinha
Brincar de preparar comidinhas rende boas horas de diversão entre as pequenas.
87) Desfile de bonecas
Vale inventar roupinhas novas com retalhos. Depois, é só fazer a passarela!
88) Escolinha
As bonecas viram alunas. Improvise uma lousa e materiais escolares
89) Casinha
A ideia é simular o dia a dia na vida de uma família, em que as bonecas representem as crianças. Vale trocar fraldinha, dar mamadeira...
 
Dicas para os adolescentes:
90) Pega-varetas
Junte palitos de churrasco na vertical e abra a mão para que caiam. A ideia é tentar tirar as varetas uma a uma, sem mexer nas demais. Se outra vareta for mexida, a vez passa para o próximo jogador. Vence quem pegar mais varetas.
91) Palavra certa
Um dá dicas para que o outro adivinhe a palavra a ser descoberta. O objetivo é descobrir a palavra com poucas dicas.
92) Geografia
Um jogador fala o nome de uma cidade, estado ou país. O próximo cita um lugar que comece com a última letra da outra palavra. Ex: Espanha e, aí, Alemanha.
93) Qual a capital?
Incentive os estudos da garotada com diversão! Ganha ponto quem acertar a capital de um estado brasileiro ou país.
94) Stop
Defina as categorias (cores, animais, carros...) e uma letra. Todos as preenchem com palavras que comecem com a letra escolhida. Aquele que acabar primeiro grita "Stop!".
95) Dança da cordinha
Duas pessoas estendem uma corda na altura do peito. Com a barriga para cima, as outras devem passar por baixo sem tocar a corda. A altura vai diminuindo, dificultando a passagem.
96) Mímica
Cada equipe escreve nomes de filmes e dá para o outro time. Uma pessoa de lá faz gestos para os colegas adivinharem o filme.
97) Quem sou eu?
Com fita adesiva, cole nas costas de cada participante uma folha com o nome de um animal, personagem ou pessoa famosa. Depois, os jogadores fazem perguntas uns aos outros que os ajudem a identificar quem eles são.
98) Detetive
Cada participante recebe um papel no qual pode estar escrito "detetive", "assassino" ou "vítima". Discretamente, o assassino deve piscar para as vítimas. Quem recebe a piscadela diz: "Morri", e sai do jogo. O detetive deve descobrir o assassino antes que todas as vítimas sejam "mortas". Se o assassino piscar para o detetive, acaba preso!
99) Dicionário
O mediador pega uma palavra no dicionário e a lê. Os demais escrevem num papel o que acham que significa. O mediador lê em voz alta as definições sem revelar os autores. Ganha um ponto quem tiver a definição mais votada e dois pontos quem acertar a definição.
100) Alfândega
Um jogador sai da sala. O grupo define uma regra para a alfândega. Por exemplo: "Só entra o que for vermelho". Quem estava fora volta e faz perguntas como "Este telefone passa?" ou "Este batom passa?". O resto responde "Sim" ou "Não". Conforme as respostas, o jogador tenta descobrir a regra.
101) Anagramas

Texto Vanessa Vieira

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Educação Infantil: Jogos e Brincadeiras

#ESPECIAL Jogos e brincadeiras!
Nesta página, você confere tudo sobre o brincar e como utilizar as brincadeiras na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Reportagens, vídeos, entrevistas com os melhores especialistas, jogos online e planos de aula! Boa diversão! No link: http://abr.io/5IU7
 
Nesta página, você confere tudo sobre o brincar e como utilizar as brincadeiras na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.
 
Reportagens, vídeos, entrevistas com os melhores especialistas, jogos online e planos de aula!
Boa diversão!
 

Guia da Educação Infantil

Por que é importante ir a escola desde pequeno?
 
O que meu filho aprende nesta idade?

Ficamos cheios de perguntas na hora de criar os pequenos! P
 
Por isso o Educar para Crescer preparou um Guia para lhe ajudar nesta fase:

Você pode baixá-lo aqui: http://abr.io/guia-ed-infantil
 

Por que o Elvis não latiu?


Literatura sobre o direito da criança ao luto e à saudade


O que sente uma criança quando ela descobre que seu melhor amigo viajou para nunca mais voltar?

POR QUE O ELVIS NÃO LATIU?
é um livro que trata da delicada situação vivida por pais e responsáveis que precisam explicar aos seus filhos o inevitável fenômeno da morte. Em linguagem simples e direta, mas sem deixar de lado a poesia necessária para apresentar o tema aos pequenos leitores, este é um livro sobre o direito das crianças ao luto e à saudade. Ilustrado com sensibilidade e graça, é uma obra para ser lida por pais e filhos de todas as idades.

 
Robertson Frizero, o autor do livro, escolheu esse tema ao observar como alguns adultos preferem esconder de suas crianças a perda de um ente querido a enfrentar com elas essa nova realidade. Mestre em Teoria da Literatura pela PUCRS, escritor, tradutor e professor de idiomas, Frizero retrata em POR QUE O ELVIS NÃO LATIU? a descoberta da morte e o modo como as crianças encontram para superar o sentimento novo que dela surge.
 
Tayla Nicoletti, a ilustradora, soube dar ao livro a delicadeza que o tema exige. Formada em Cinema pela Fundação Armando Álvarez Penteado e trabalhando como artista visual há quase uma década, Tayla escolheu uma técnica de pintura em papel e colagem inspirada em Matisse, perfeita para imprimir à história o clima de incertezas e dúvidas que o texto sugere.
 
Em: http://www.8inverso.com.br/

Reações de luto

Após o trauma pela morte de uma pessoa próxima, a criança ou o jovem pode apresentar mudanças no seu comportamento. Veja quais são as reações mais comuns.


Nos pequenos

· queda no rendimento escolar;

· agressividade e insegurança;

· euforia e estado de fantasia;

· tristeza, depressão e medo;

· excesso ou ausência de sono e fome;

· sentimento de abandono e culpa;

· desejo de se isolar;

· queixas de dores no corpo e de cansaço.


Nos adolescentes

· raiva contra a pessoa falecida, amigos, professores e até contra si mesmo;

· confusão mental e desatenção;

· queda da auto-estima;

· desinteresse pelos amigos, pelas atividades escolares e pela vida;

· pessimismo e sentimento de culpa;

· ansiedade e crises de angústia;

· solidão e fadiga;

· agressividade e uso de drogas e álcool.
 
 
 
CONTATOS:
Laboratório de Estudos e Intervenções Sobre o Luto da PUC-SP
, R. Monte Alegre, 961, 05014-001, São Paulo.

BIBLIOGRAFIA
A Criança e a Morte
, Wilma Torres. Ed. Casa do Psicólogo.
O Dia em Que o Passarinho Não Cantou, Luciana Mazorra e Valéria Tinoco. Ed. Livro Pleno.


                
 
 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Como lidar com a morte na escola

Apesar de ser um assunto delicado, falar da morte é importante. Saiba como professores e educadores devem agir quando ela atinge diretamente a escola


 
Educar
Foto: No Colégio Dom Bosco de Americana, as crianças são estimuladas a expressar os sentimentos
 
                                      
Crianças morrem. Por mais que isso desafie a lógica da vida. Pode ser uma doença grave, um acidente, um episódio de violência urbana. E, se a morte é traumática para todas as idades, quando acontece com crianças, é ainda mais difícil de ser entendida e, principalmente, explicada para as outras crianças. "Quando bem pequenas, as crianças acreditam que a morte é reversível. Depois, percebem que não é, mas muitas vezes acham que apenas os velhos morrem. Por isso, quando há uma morte na escola, o assunto precisa ser tratado de forma muito delicada", afirma Aline Fávaro Dias, psicóloga e orientadora educacional do Colégio Dom Bosco de Americana (SP).

Mas nem todas as escolas estão preparadas para lidar com situações que envolvem a morte de um aluno. Para a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano, o mais importante é falar do assunto e jamais agir como se nada tivesse acontecido. "A criança tem curiosidade, sofrimentos, dúvidas. Elas têm necessidade de conversar para elaborar o sentimento de luto e, assim, superar o trauma", afirma. De acordo com Ana Cássia, as crianças precisam de um momento para chorar a morte tanto quanto os adultos. Dentro desse processo de elaboração do luto, não é só o diálogo que é importante. Dependendo da reação dos alunos da escola, pode-se organizar uma homenagem ao aluno morto. E um acompanhamento psicológico é indispensável, principalmente quando a morte - ou as mortes - está em um contexto de tragédia, como em casos de desastres naturais.

Em casa, os pais também devem abordar o assunto, mas sempre observando as necessidades da criança. "Se ela demonstrar curiosidade, fizer perguntas, os pais não devem tentar mudar de assunto ou deixar de respondê-las", recomenda Ana Cássia. Mas ela lembra que é melhor evitar expor o filho ao noticiário se a morte tiver ocorrido em uma tragédia ou em um acidente de trânsito, por exemplo. "A criança não precisa saber de todos os detalhes das circunstâncias da morte", diz ela.

Veja a seguir como a escola deve lidar com a morte:

1. Falar do assunto é importante. Crianças têm dúvidas, curiosidades, querem entender o que aconteceu. Professores e educadores devem ouvir e responder a esses questionamentos.

2. Não usar expressões do tipo "ele virou estrela" ou "foi para o céu". Elas não ajudam a criança a compreender o real significado da morte.

3. Ajudar a criança a elaborar o sentimento de luto. É normal que as perdas tragam dor, e o luto é importante para superá-la.

4. Em casos de tragédias, oferecer acompanhamento psicológico. E não apenas para as crianças. Muitas vezes, professores e pais também precisam desse tipo de acompanhamento, até para saber como lidar com as crianças.

5. Abrir espaço para que os pais também tragam as suas contribuições e digam, por exemplo, como a criança tem se comportado em casa. O diálogo família-escola é essencial nessas situações.

6. Organizar uma cerimônia de homenagem é uma maneira de dar a oportunidade para que toda a comunidade escolar possa se despedir da criança que morreu.

7. Entender e saber lidar com possíveis alterações de comportamento ou uma queda de rendimento dos alunos. A morte de alguém próximo é sempre um trauma e isso pode se refletir no desempenho escolar das crianças.

8. Jamais abolir os mortos da vida das crianças. Eles estarão sempre nas lembranças, na memória, nas fotografias. As crianças não precisam - e não devem! - esquecê-los.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alfabetização - links


Garantir que as crianças aprendam a ler e escrever assim que entram na escola é um grande desafio.
 
Para contribuir com o sucesso do seu trabalho, foi reunido aqui: http://revistaescola.abril.com.br/alfabetizacao/ mais de 89 links com reportagens, entrevistas, vídeos e planos de aula sobre o processo de aquisição da língua escrita.
 
Boa leitura e ótimas aulas!
 
Alfabetização, Nova Escola 251

Alfabetização

Especial sobre "Alfabetização" com várias reportagens sobre o assunto e um Guia gratuito com 49 dicas para ajudar a criança a ler e escrever sem dificuldades.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como ensinar a seu filho que ler é um prazer

Dicas para incentivar seu filho a ler todos os dias e, assim, ter amor pelos livros


Educar
 
Foto: Dennis M. Ochsner/Getty Images
Foto: livros
                                                                              
Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

Então, o que está esperando? Veja nossas recomendações e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece. Você pode encontrar boas dicas de livros em nossa biblioteca básica de leitura!
 
Para ler, clique nos itens abaixo:
Quais são os benefícios da leitura?
Segundo o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos ligados à Educação, a leitura:

Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo.

Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.

Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação.

Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos

Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias…

Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.

Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.

Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.
Quando começar a ler para meu filho?
O quanto antes. As pesquisas mostram que quem começa a ler cedo tem mais chances de se tornar um leitor assíduo. Mostram também que o contato com narrativas melhora o futuro desempenho da criança. Por isso, leia - ou conte as histórias que você conhece - para seu filho desde bebê. É importante usar a entonação e a emoção!
Como incentivar meu filho a ler?
Pequenos passos, como deixar os livros ao alcance das mãos e ler pelo menos 20 minutos por dia, fazem toda a diferença. Algumas dicas práticas:

Dê o exemplo e leia você também. É bom para você e excelente para seu filho, que seguirá seu modelo naturalmente.

Deixe os livros à mão para ele folhear e inventar histórias. Livros têm de ser vividos, usados, não podem parecer objetos sagrados.

Reserve um horário para a leitura e transforme em um momento de prazer. Aconchegue-se com seu filho, leia para ele, mostrando as palavras. Quando ele crescer, ajude-o na leitura.

Frequente livrarias e bibliotecas. Dê livros, gibis ou revistas de presente.

Comente sempre o livro com ele. Incentive-o a falar da história e contá-la para outras pessoas.

Empreste livros para os amiguinhos dele. Estimule a troca e as conversas.

Estimule atividades que usem a leitura - jogos, receitas, mapas
Como escolher um livro para meu filho?
Livros com temas atraentes e linguagem adequada para cada idade são garantia de diversão. "Para conquistar os pequenos leitores, é preciso recomendar livros pelos quais eles se interessem. Tomando o cuidado, claro, de escolher obras que proponham algum tipo de reflexão e que sejam bem escritas", diz Ana Elvira Casadei Iorio, professora do Colégio São Luís, de São Paulo (SP).

Cuidado para não forçar a barra - nunca obrigue a leitura nem indique obras impróprias para a sua faixa etária. "Se começarmos exigindo que eles leiam livros mais sérios e pesados, podemos perder o leitor", completa a professora.
Por que é importante que eu leia para o meu filho?
Antes de mais nada, porque isso vai estreitar o vínculo familiar... Afinal, trata-se de uma experiência compartilhada. Lendo, você ri e se emociona, mostra à criança seu lado humano e capta os sentimentos dela. Quem não se lembra da cena do filme "ET - O Extraterrestre" em que a mãe lê "Peter Pan", clássico de James M. Barrie, para a pequena Drew Barrymore: "Se você acredita em fadas, bata palmas!". E as duas batem palmas animadamente. Só Spielberg para mostrar tão bem esse momento de intimidade e alegria em família.
Quanto tempo eu devo ler para meu filho?
Nos Estados Unidos, são muitas as campanhas pró-leitura. Uma delas, da Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation, www.readingfoundation.org), que reúne instituições voltadas à disseminação da leitura, tem um slogan que diz muito em poucas palavras: "Leia com uma criança. São os 20 minutos mais importantes de seu dia". Ou seja, não é preciso ler por muito tempo, mas é importante inserir a leitura na rotina da criança e da família.
Como deve ser a leitura para crianças pré-alfabéticas?
Compartilhar uma história já é uma forma de leitura. "O fato de a criança ainda não saber ler convencionalmente não significa que não possa presenciar das mais variadas situações de leitura", explica Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP). Nesta situação, o adulto é um mediador entre a criança e o livro, ou seja, é ele quem lê para ela, de preferência com entonação e emoção. "Neste momento, o que interessa é o prazer pela leitura e o afeto que envolve o momento", reforça Clélia Cortez.

Muitos dos livros para crianças em fase de pré-alfabetização são verdadeiros brinquedos. Coloridos e dobráveis, eles são muito lúdicos, o que estimula o gosto pelos livros. "Desde pequenas, as crianças devem se sentir motivadas a ler. Elas precisam perceber a leitura como um desafio interessante e prazeroso", completa Clélia Cortez.
Como escolher um livro para crianças?
É importante atentar para a adequação entre a idade da criança e a faixa etária indicada no próprio livro. Indicações de parentes, amigos e principalmente, educadores, ajudam - e muito. É válido considerar também os temas que interessam mais aos pequenos leitores. Outro aspecto fundamental é apresentar às crianças narrativas simples, porém ricas - afinal os textos precisam ter vocabulário acessível, mas não podem subestimar o pequeno leitor. "Embora possa ser menor, a narrativa tem uma riqueza na construção da linguagem, até porque as crianças dessa idade estão em processo de construção da oralidade e precisam ter boas referências. A linguagem está relacionada com o pensamento, por isso a importância de oferecer ricas narrativas", diz Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).
Como escolher um livro para adolescentes?
Para os mais velhos, vale a pluralidade de gêneros literários e finalidades - livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais eles se identifiquem. O principal é, de novo, que tragam boas referências. "É nessa fase que os alunos estão começando a produzir seus próprios textos", diz a Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP).
A leitura ajuda a aumentar o vocabulário?
Sim, a leitura ajuda a aumentar o vocabulário, pois familiariza a criança com a palavra escrita e, de quebra, ajuda a fixar a grafia correta das palavras e a construção harmônica das frases.

Textos com estrutura de repetição costumam ser muito apreciados pelas crianças. São fáceis de memorizar e ainda possibilitam a identificação das palavras repetidas, o que é importante para a alfabetização. "Ao acompanhar a leitura das palavras de um livro, a criança, mesmo que ainda não seja alfabetizada, vai sendo introduzida no mundo das letras", afirma Célia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo (SP).
Como diferenciar um livro ruim de um bom?
Em tese, toda leitura é bem-vinda. Ter contato com obras de diferentes estilos é fundamental. "Livros para divertir, para imaginar, para conhecer outras culturas, para estudar; livros que abordem valores e boas atitudes, que tenham personagens com os quais as crianças se identifiquem", afirma Lara Pecora Polazzo, professora do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP). Por isso, não há problemas em ler com interesse - compulsão, até - best-sellers como Crepúsculo ou Harry Potter. Mas os pais têm obrigação de intermediar o contato do filho com outras experiências literárias. "A orientação de um leitor mais experiente é muito importante", diz Neusa Sallai, professora do Colégio Rio Branco, de São Paulo (SP).
É importante que eu mesmo leia?
Sim, pois o hábito da leitura é contagiante. Se os pais, volta e meia, ficam quietinhos, mergulhados num bom livro, a criança com certeza receberá a mensagem: ler é gostoso. Por isso, dê o bom exemplo. A pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", publicada pelo Instituto Pró-Livro em 2009, indica que, 55% dos entrevistados que não lêem nunca viram os pais lendo e 86% nunca foram presenteados com livros na infância. Precisamos mudar isso!

Quer que seu filho leia mais? Então faça o mesmo e comece a substituir alguns momentos em frente à TV pela leitura.

Sempre que estiver lendo um jornal, chame seu filho para ver algo interessante que você encontrou. Pode ser uma tirinha engraçada, uma imagem ou uma notícia do interesse dele.

Não sabe que programas fazer com as crianças? Frequente livrarias. Deixe seus filhos folhearem os livros, leia histórias para eles e, quando possível, leve algum para casa. E, mesmo que você possa, não compre muitos num só dia. Procure manter o hábito de voltar lá outras vezes e levar um por vez.
Quantos livros meu filho deve ler por ano?
Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), cada brasileiro lê pouco mais de dois livros por ano. Na Inglaterra, que tem um dos melhores sistemas de ensino do mundo, a média chega a cinco livros anuais. Que tal acompanhar o ritmo dos ingleses ou, até mesmo, superá-lo?
Eu não tenho dinheiro para comprar livros. O que faço?
 
Em: http://educarparacrescer.abril.com.br