sábado, 28 de fevereiro de 2015

Literatura e Matemática

Literatura e Matemática: o florescer de uma aprendizagem prazerosa e assertiva

 Baixar o material

Em: http://www.editoradobrasil.com.br/educacaoinfantil/oficina_de_saberes/oficina_de_saberes.aspx

Alfabetização Matemática - Aprender e ensinar Matemática na Educação Infantil

A criança, desde o nascimento, está imersa em um universo do qual os conhecimentos matemáticos são parte integrante. A Educação Infantil representa uma etapa muito importante no processo de ensino e aprendizagem na vida do aluno.


Na Educação Infantil, o trabalho com noções matemáticas deve atender, por um lado, às necessidades da própria criança deconstruir conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento e, por outro, precisa corresponder a uma necessidade social de melhor instrumentalizá-la para viver, participar e compreender um mundo que exige diferentes conhecimentos e habilidades.

Objetivos do ensino da Matemática na Educação Infantil

Segundo o Referencial curricular nacional para a Educação Infantil, "a abordagem da Matemática tem a finalidade de proporcionar oportunidades para o aluno a fim de que possa se comunicar matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados argumentando a respeito de suas conjecturas, utilizando, para isso, a linguagem oral e a representação por meio de desenhos e da linguagem matemática." (Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria do Ensino Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.)
As normas para o currículo e a avaliação da Matemática escolar, do National Council of Teachers of Mathematics, afirmam:
"[...] representar, falar, ouvir, escrever e ler são competências de comunicação e devem ser encaradas como parte integral do currículo de Matemática. Questões exploratórias que encorajam a criança a pensar e a explanar o seu pensamento, oralmente ou por escrito, ajudam-na a compreender claramente as ideias que quer exprimir."
(National Council of Teachers of Mathematics (NCTM). Worthwhile mathematical tasks. In Professional standards for teaching mathematics. Reston, VA: National Council of Teachers of Mathematics, 1991. p. 34.)
Brincando, jogando, cantando, ouvindo histórias, o aluno estabelece conexões entre seu cotidiano e a Matemática, e entre a Matemática e as demais áreas. A presente coleção, portanto, valoriza e propõe situações didáticas que estimulam e provocam a necessidade de interação entre o aluno e você por meio de diálogos constantes, troca de ideias e socialização de descobertas, visando sempre ao desenvolvimento das habilidades descritas a seguir e que constam do Referencial curricular nacional para Educação Infantil.
  • Estabelecer aproximações de algumas noções matemáticas presentes em seu cotidiano, como contagem, relações espaciais etc.
  • Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias ao seu cotidiano.
  • Comunicar ideias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas à quantidade, ao espaço físico e à medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática.
  • Confiança em suas próprias estratégias e em sua capacidade de lidar com situações matemáticas novas, usando os conhecimentos prévios.
(Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria do Ensino Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.)

A oralidade e a Matemática

Desenvolver a oralidade na Educação Infantil expande o universo de comunicação da criança. No entanto, durante muito tempo o ensino da Matemática esteve centrado na escrita, excluindo quase que completamente a fala, a oralidade.
A comunicação auxilia na organização do pensamento, promovendo o intercâmbio social. Quanto mais oportunidades o aluno tiver para falar, escrever, desenhar, compartilhar sentidos e refletir sobre sua ação e a dos colegas, mais forte será a apreensão do significado do que está sendo trabalhado.
Segundo Smole:
"Ouvir, falar, ler, escrever, desenhar são competências básicas para que os alunos aprendam conceitos em qualquer tempo e servem tanto para levá-los a interagir uns com os outros quanto para que desenvolvam uma melhor compreensão das noções envolvidas em uma dada atividade, pois qualquer meio que sirva para registrar ou transmitir informação incentiva a capacidade de compreensão e de análise sobre o que se está realizando."
(SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez (Org.). Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender Matemática. Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 25.)
Nesta coleção, procuramos destacar a necessidade e a importância de se integrar e articular diferentes formas de linguagens e comunicação: oral, gestual, pictórica, textual, matemática. Para isso, o aluno é frequentemente estimulado a comunicar os próprios pensamentos e criações, e a trocar ideias com os colegas, a fim de que adquira modos de expressão cada vez mais elaborados à medida que constrói os próprios conhecimentos.

Jogo de matemática na educação infantil.

Educação Infantil


Uma forma lúdica e divertida de introduzir os números com suas respectivas quantidades ou seja assimilar o concreto com o abstrato.

Modo de fazer: Usa-se copos plásticos, tampinhas de refrigerante ou outro tipo de recipiente. Desde que todas sejam da mesma cor e tamanho. Dentro coloca-se os números a serem trabalhados, um em cada tampa ou copo. Nos outros para formar os pares cola-se miçangas, botões, o que você desejar, lembrando que devem ser iguais nesta parte também e de acordo com cada número a ser trabalhado.

Como se joga: Reúna seus pequenos em mesas ou em um círculo no chão, explique sobre os números e suas respectivas quantidades. Vire as tampinhas ou os copos para baixo e misture. Um aluno por vez desvira um par das tampas ou copos. Se acertar o par o aluno fica com as tampas e tenta novamente até errar. Quando se erra passa a vez para o próximo. Lembrando que se errou as tampas ou copos deverão continuar virados para estimular a memória dos demais participantes. Ganha quem fizer o maior número de pares.

Em: http://www.pequenosgrandespensantes.com.br/2013/08/jogo-de-matematica-na-educacao-infantil.html

Matemática na Educação Infantil

Por: Katia Stocco Smole  

Para iniciar este artigo, cuja meta é analisar aspectos referentes à educação matemática na escola infantil, trago um pequeno diálogo entre Sofia, de 4 anos, e sua família. A brincadeira da vez, proposta pela menina, era desafiar os adultos com contas: quanto é 2 + 2 + 3? Quanto é 3 + 4 + 5? Os adultos respondiam a uma pergunta e propunham outra do mesmo tipo. A pequena parava, pensava, fazia caretas, olhava os dedos, mas resolvia todas. Em certo momento, ela decidiu propor contas difíceis e perguntou: “Quanto é 11 + 12?”. Uma das pessoas perguntou: “Mas você sabe quanto é 11 + 12?”. Ao que ela respondeu: “Não, né? Eu só perguntei. Precisa de muitos dedos para calcular!”.

O que leva uma criança dessa idade a se divertir propondo contas para os adultos? O que uma criança precisa saber para enfrentar situações desse tipo e decidir se vai ou não resolver os desafios propostos? Como conseguir despertar e manter o desejo de saber matemática? 
Já vai longe o tempo em que ensinar matemática na educação infantil confundia-se com atividades de seriação, classificação e sequenciação. Também não faz mais sentido o trabalho centrado em preencher folhinhas com números ou marcar quantidades de objetos de um conjunto em um quadradinho. 

Para entender o interesse de Sofia, não basta considerar o ambiente familiar, nem tampouco que seja talento natural. Estudos de neurociências indicam que as crianças têm capacidades matemáticas características da genética da espécie, o que lhes permite desenvolver algum conhecimento matemático antes da escolarização. No entanto, cabe à escola atuar para a evolução do saber inicial, por meio de um ambiente problematizador, que favoreça o desenvolvimento de novos conhecimentos matemáticos.

Na educação infantil, a aprendizagem matemática se dá a partir da curiosidade e do entusiasmo das crianças e cresce em função do tipo de experiências vivenciadas nas aulas. Experiências desafiadoras incentivam a explorar ideias, levantar e testar hipóteses, construir argumentos de maneira cada vez mais sofisticada.  

Contudo, a despeito de haver muita matemática ao redor dos alunos, nem sempre as ideias matemáticas aparecem por sorte ou espontaneamente. Elas são elaboradas ao longo do tempo, estruturando-se na criança e organizando-se em uma rede de relações construídas todos os dias, com aulas bem planejadas pelo professor.

A segurança de Sofia indica que ela tem liberdade de pensamento e, ao mesmo tempo, conhecimento matemático que permite viver e propor desafios. Forma e conteúdo estão em jogo para que uma criança aprenda matemática. Todos os conteúdos matemáticos que as crianças precisam aprender situam-se em um de quatro grandes eixos articuladores:
  1. conhecimento dos números, dos seus significados e das operações entre eles; 
  2. conhecimento de formas geométricas, localização espacial e desenvolvimento corporal; 
  3. conhecimento das principais grandezas e medidas; 
  4. interpretação e organização de dados a partir dos primeiros contatos com o tratamento da informação.
Cada um desses eixos, se abordados desde a educação infantil, contribuirá para que a criança adquira novas formas de interpretar, ser e estar no mundo, lentes novas para ver seu entorno com maior criticidade. A matemática na educação infantil integra a primeira fase de um ciclo de alfabetização, o qual serve para ampliar na criança as capacidades de analisar, comparar, observar, tomar decisões, tirar conclusões, propor e resolver problemas.


Uma das maiores conquistas que a escola pode auxiliar os alunos a ter é o conhecimento da linguagem matemática. Por isso, é necessário cuidado para que a linguagem matemática seja percebida como forma de comunicação. Essa linguagem, a princípio, é a linguagem materna. Aos poucos, a escola auxiliará a criança a perceber que a linguagem matemática também consiste em um código formado por símbolos e signos específicos como aqueles usados para números, operações, gráficos e representações geométricas.

Assim, é importante que os alunos da educação infantil sejam expostos a um contexto de aula no qual ouvir, ler, falar e escrever em matemática sejam não apenas estimulados, mas parte indissociável do ambiente educativo para que os alunos percebam a matemática e sua linguagem como modo de integrar-se ao meio e de ter acesso à informação que elas proporcionam.

Vale destacar que, dos 4 aos 6 anos, há hipóteses de construção da linguagem matemática e os alunos fazem suas produções por tentativa e erro, por aproximação de um modo que, grosseiramente falando, aproxima-se do que acontece com a linguagem escrita. Estudos como os de Dehaene e colaboradores (2004) indicam que os processos linguísticos são importantes no processamento simbólico e destacam o papel do domínio do significado e dos símbolos matemáticos — e, consequentemente, da instrução formal — na estruturação da compreensão da matemática pelos alunos.

Outro ponto importante da educação matemática na infância é a liberdade para a criança pensar por si e ter ideias. Aos 4 anos, Sofia mostra que tem o hábito de desafiar e ser desafiada. Isso indica que convive com a ideia de que algumas vezes resolve os desafios propostos, outras não, e que pode enfrentar uma situação desafiadora por distintos caminhos. Favorecer o intercâmbio de ideias entre os alunos permite que avancem na linguagem e nas formas de representação, deixando fluir seus sentimentos para uma boa aprendizagem matemática, criando a sensação de poder aprender e pensar em matemática. 
Os educadores devem ter em mente que todo o trabalho realizado com conteúdos matemáticos não pode ser ocasional ou fortuito; as propostas têm de ser múltiplas, variadas e relacionadas com a linguagem, as expressões e a formação sociopessoal do aluno (Smole, 2000). O papel do adulto é selecionar e planejar situações de aprendizagem que se ajustem às necessidades das crianças, bem como propor atividades adequadas, ajudar os alunos em suas buscas, perguntar-lhes por aquilo que tenham visto, pensado, imaginado, experimentado ou descoberto e refletir junto com eles para ajudá-los a atribuir sentido matemático às experiências vividas.

Tendo em vista que os alunos da educação infantil estão em uma fase lúdica, na qual brincar é um direito legítimo e uma maneira de desenvolver-se amplamente, as aulas de matemática precisam ter espaço para jogos, brincadeiras, histórias, fábulas, problemas, experimentos e tantas outras atividades que compõem o universo infantil. Em seus estudos de neurociências e matemática, Whyte e Bull (2008) demonstram que as crianças que jogam compreendem melhor o universo dos números.

Precisamos desfazer o mal-entendido de que na educação infantil praticamos uma matemática simplista, muito elementar, sem propor situações mais desafiadoras, e também nos desfazer da ideia de que primeiro os alunos aprendem a ler e escrever para depois explorar situações mais complexas de matemática. Se fosse assim, não precisaríamos da escola.

A matemática na educação infantil que proponho é parte indissociável do todo que entendo como educação matemática e apresenta pontos em comum com o que os alunos precisam aprender posteriormente. A manutenção do desejo e do interesse por matemática entre alunos de 4 e 5 anos vem do atendimento de suas necessidades atuais, e não de uma matemática que seja vista prioritariamente como preparação para o futuro.

“Preciso apresentar a matemática como amiga”

Por Benedita Amélia Batista
aspasTenho 33 anos de profissão, já fui secretária de educação, supervisora, mas o que gosto mesmo é a sala de aula. Em geral, os professores trabalham muito com reforço, mas a criançada detesta e só procura na época de prova. Por isso, há 10 anos criei o projeto Desenrolando a Matemática com a intenção de deixar a aula “mais gostosa”. A princípio, era só para quem tinha dificuldade com a matéria, mas os outros ficavam olhando e pediam para participar.
Eu trabalho a parte lúdica com jogos em salas do 4º e do 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Manoel Machado Homem, em Cachoeira de Minas (MG). Isso acontece uma vez por semana, para introduzir um novo conteúdo ou para fixação. Já apresentei a ideia para a secretaria da escola. A cada 15 dias, fazemos a aula no laboratório de informática. Em dias de eventos na escola em que não há atividade com os jogos, eles reclamam “Ê, TIA…”.
CAPACrédito: charles taylor/Fotolia.com

Para criar os jogos, uso muita sucata. Eles gostam muito daqueles com tabuada e fração. À medida que acertam os cálculos, o carrinho avança, como em uma corrida. Não tem mistério, todos os jogos são muito simples. As crianças não gostam da matemática porque não aguentam mais ouvir “abra o livro na página tal”, mas com ajuda dos jogos, conseguem, sim, entender com facilidade.
“As crianças não gostam da matemática porque não aguentam mais ouvir “abra o livro na página tal”
As crianças passaram a assimilar melhor todos os conteúdos, até divisão, que é um sufoco. Para facilitar, as crianças podem usar formas, tampinhas, garrafinhas. No Desenrolando a Matemática, também tenho seis caixas cheias de rolinhos de papel higiênico encapados com problemas tirados da internet e de outros livros para serem calculados.

Eu tenho uma atividade específica para cada conteúdo e elas também ajudam na socialização. Eles montam os grupos e, depois, para não ficar só a “panelinha”, eu divido. Líderes podem passar a função para outro, se quiserem. Ando em volta da sala questionando e, ao final, faço a problematização lançando perguntas.
No começo deste ano letivo, preciso apresentar para as turmas a matemática como uma amiga. Logo na primeira aula, vou distribuir crachás para ensinar as unidades. As crianças usam formas para representar um número: 1225, por exemplo. Ela pega um cubo grande, duas placas, duas barras e cinco cubinhos, enquanto os outros devem ir até a lousa para escrever o número.
A gente já foi em outras escolas do município para apresentar como funcionam as aulas. As próprias crianças ajudam nas dinâmicas. Elas ficam eufóricas. A equipe pedagógica também ajuda muito. Quando eu aviso que preciso visitar tal escola, a prefeitura prepara a condução.
Uma razão para o sucesso é o fato de levarmos esse projeto para reuniões de pais e cursos de aperfeiçoamento de professores. O Ideb de nossa escola é 6,7, e acreditamos que contribuímos para que o índice chegasse nesse valor e esteja sempre aumentando.
Em: http://porvir.org/diariodeinovacoes/preciso-apresentar-matematica-como-amiga/20150204

domingo, 13 de julho de 2014

Habilidade para matemática e línguas é definida pelos mesmos genes

 
A habilidade para matemática e para línguas é determinada em pelos mesmos genes, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na Nature. O estudo também ressalta, no entanto, a influência do meio para o desenvolvimento da pessoa.
 
Cientistas do King's College de Londres, liderados por Robert Plomin, utilizaram dados do chamado Estudo do Desenvolvimento Precoce dos Gêmeos (TEDS, em sua sigla em inglês) para verificar a influência dos genes nas habilidades de leitura e cálculo de adolescentes de 12 anos de 2.800 famílias britânicas.
 
A equipe acompanhou gêmeos e outras crianças, com quem fez testes de compreensão oral, fluência verbal e matemática, conforme as exigências do sistema escolar britânico.
 
A combinação dos resultados desses testes e dos dados de DNA indicou que há uma "sobreposição significativa" dos genes que determinam a habilidade tanto para a língua e quanto para os números.

Aproximadamente metade dos genes que influenciam na habilidade de leitura da criança incide também em sua capacidade para as contas, de acordo com o estudo. No entanto, ressalta que o entorno familiar e a educação escolar são estratégicas para o desenvolvimento dos pequenos.
 
"As crianças diferem geneticamente em relação à facilidade de aprender e devemos reconhecer e respeitar estas diferenças individuais", afirma Plomin.
 
Segundo o analista, "descobrir que há uma forte influência genética não significa que não se possa fazer nada quando uma criança custa a aprender: o fato de ser hereditário não implica que seja imutável, apenas significa que será preciso um esforço maior dos pais e das escolas para apoiar esse aluno".
 
A pesquisa não identifica genes específicos que determinem essas habilidades, mas estabelece conjuntos de genes ou de diferenças genéticas que individualmente contribuem em pequena medida a moldar à pessoa.
 
Outro autor do estudo, Oliver Davis, da University College London, afirma que a pesquisa "demonstra que grupos similares de sutis diferenças de DNA são importantes para a leitura e a matemática".
 
"No entanto, também fica claro como é importante nossa experiência de vida para que sejamos melhores em uma coisa ou em outra", acrescenta.

Em: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/07/habilidade-para-matematica-e-linguas-e-definida-pelos-mesmos-genes.html

COMO TRABALHAR AS FRAÇÕES COM O PIÃO RECICLADO

Experiênvia vivenciada
 
É possível trabalhar com as frações utilizando o pião reciclado. Abaixo a proposta vivenciada por Evandro Revas noblog http://professorphardal.blogspot.com.br/2014/07/como-trabalhar-as-fracoes-com-o-piao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+AArteDeAprenderBrincando+(A+ARTE+DE+APRENDER+BRINCANDO)
1ª Situação: Usamos duas garrafas pet, onde a criança deverá associar cada imagem aos seu respectivo número fracionário:
2ª Situação: Usamos três garrafas pet, onde a criança posicionará a fração da primeira garrafa e em seguida deverá procurar nas outras duas garrafas, as frações equivalentes à fração selecionada na garrafa inicial.
3ª Situação: Usamos quatro garrafas pet, onde a criança deverá girar a garrafa que contém os sinais que indicam a adição, subtração, multiplicação e divisão. De acordo com o sinal sorteado ela deverá selecionar as outras três garrafas de tal maneira que a operação se torne verdadeira.
Dessa forma acreditamos que despertaremos ainda mais a curiosidade das crianças, pois sabemos que elas se envolveram na busca de estratégias para a solução proposta em cada um dos materiais mostrados. Veja o vídeo:
 
 

Indicações para aprender Matemática de um jeito legal


Indicado pela Revista Galileu, abaixo relacionados 7 canais e cursos online para aprender Matemática de um jeito legal.

Estudar apenas na escola não basta quando você quer realmente dominar um assunto. Sobretudo se ele incluir números. Por isso, é dica é continuar em contato com o conteúdo também na web. Para te ajudar nessa tarefa, reunimos cursos e canais grátis em que você pode aprender matemática sem ter de sair da sua casa. É só escolher o formato de que mais gosta:

Introdução ao Pensamento Matemático
O curso de Stanford, com 10 horas, tem o objetivo de "ajudar a desenvolver a capacidade mental valiosa" dos estudantes. As aulas são ministradas por Keith Devlin, membro da American Mathematical Society, e estão disponíveis com legendas em português.

MatemáticaRio
Professor da rede pública municipal do Rio de Janeiro, Rafael Procopio propõe em seu canal no YouTube (com mais de 3 milhões de views) um jeito bem interessante de aprender a matéria: com bom humor. Os vídeos abordam desde truques de tabuada até matemática de ensino médio, passando por diversos desafios.
 
Probabilidade e Estatística para Negócios
São 25 aulas legendadas em português e ministradas por Fletcher H. Ibser, da Universidade da Califórnia.

History of Mathematics
Vídeos em inglês com aulas sobre a história da matéria. O professor N. J. Wildberger começa na matemática grega e discute as influências chinesa e árabe na área.

Só Matemática
O canal brasileiro já tem mais de 100 mil visualizações. São 26 vídeos com explicações em português sobre pré-cálculo e a relação entre arte e matemática.

College Algebra
Curso da Missouri State University, com aulas que incluem estudos avançados da disciplina. São 39 aulas em inglês.

Métodos Matemáticos p/ Engenheiros
Tudo até aqui é muito fácil para você? Então vá mais longe. O Veduca tem aulas legendadas em português do Massachusetts Institute of Technology, voltadas especialmente para engenheiros. São 49 vídeos.

Em: http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2014/05/7-canais-e-cursos-para-voce-aprender-matematica-gratis-na-internet.html

domingo, 6 de julho de 2014

A literatura não tem de partir dos clássicos

Há mais de dez anos, ao mediar uma oficina de leitura e escrita, um voraz leitor de Harry Potter me perguntou: “Qual é o autor menos chato: Machado de Assis ou José de Alencar?” A questão me intrigou: o que acontecia nas aulas de literatura daqueles estudantes para que os dois autores fossem considerados “chatos”? Durante oito anos investiguei, por meio de questionários e entrevistas com mais de 80 professores e 290 alunos, suas práticas de leitura literária.

O cenário é preocupante. Na maioria das aulas, o trabalho com o texto é substituído pela memorização dos períodos históricos literários e das características de época. Além disso, a leitura dos clássicos, difícil sem uma mediação adequada, dá lugar à leitura de resumos, que obviamente não dão conta dos romances estudados.
 
Por outro lado, a pesquisa constatou que os alunos leem! Talvez não aquilo que seus professores gostariam, mas o que lhes interessa: livros de aventura, cheios de ação, que dão origem a seriados, filmes e videogames e livros românticos, que as meninas devoram rapidamente. Essa “literatura de entretenimento” fica fora da sala de aula, sem direito a discussão ou reflexão.
Um primeiro passo para formar leitores críticos é trazer essa literatura de entretenimento  dos alunos para dentro das salas de aula (Foto: Nik Neves/ Editora Globo)
 
Um primeiro passo para formar leitores críticos seria trazer a literatura de entretenimento para dentro da sala de aula. Trabalhar com o relato dessas leituras, debater a estrutura das narrativas, discutir seu apelo e sua recepção. É preciso partir do que os alunos leem para construir um repertório em comum.
Depois disso, o segundo passo seria tomar espaço durante as aulas de português para a leitura de textos literários do cânone escolar. Ao contrário do que pensam muitos professores, ler em sala não significa “perda de tempo”. Diversas pesquisas indicam que a prática da leitura — tanto a conjunta, em voz alta, como a silenciosa e solitária — incentivam a formação de jovens leitores. Quando professor e alunos planejam e preparam a leitura de um livro, desvendando um texto, uma interpretação coletiva é construída e uma comunidade de leitores pode surgir. Essas comunidades são a base para o alargamento dos horizontes de seus integrantes. Talvez aí Machado e Alencar possam deixar de ser “chatos”...
 
Ao pensar sobre o ensino como uma prática da leitura literária, poderemos garantir a nossos alunos uma porta de entrada para a leitura de textos mais complexos e para essa nossa grande herança, o mundo da cultura escrita.
 
*** GABRIELA RODELLA É DOUTORA EM EDUCAÇÃO PELA USP E AUTORA DA TESE AS PRÁTICAS DE LEITURA LITERÁRIA DE ADOLESCENTES E A ESCOLA: TENSÕES E INFLUÊNCIAS

Em: http://revistagalileu.globo.com/

domingo, 8 de junho de 2014

MEC cria site para ajudar professores


Este portal é um espaço para você professor:

- Produzir e compartilhar sugestões de aula;
- Acessar diversas informações sobre a prática educacional;
- Acessar e baixar coleção de recursos multimídia;
- Informa-se sobre cursos oferecidos pelo MEC;
- Acessar materiais de estudo;
- Interagir e colaborar com outros professores